
É por não te ter agora aqui que sei que te quero.
É por te sentir longe que te quero perto.
O meu corpo estende-se na cama, nos momentos frios antes do sono, e anseia pelo teu abraço que me venha fazer despertar.
Andamos em voltas paralelas na mesma esfera, onde o acaso nos faz encontrar.
Riscos que se cruzam e entrecuzam na confusão. Tens fios de mais a prender-te os gestos.
Sendo eu o sol e tu a noite que traz a escuridão, não percebes que também ela tem brilho...o da lua.
Onde procuras agora o amor? Ainda procuras alguma coisa?
Não sei ainda bem quando partiste ou se ainda estás por aí, distante estás de certeza.
Tens o tempo desse cigarro acabar para partires, sem olhar.
Leva o teu toque que ainda paira sobre mim, preciso dos poros livres para sentir outros toques, outros sabores, de uma boca que não a tua.
Mas...fica...