Efémero

Já não me perco em passados nem tento projectar grandes futuros.
O efémero é tudo o que resta, tudo o que temos...é simples, uma vez que nos apercebemos disso e da sua importância.
Agarro uma mão cheia de nada e transformo em tudo, apenas com o poder do momento.
Cada um deles, trespassa-me a pele, crava-se na memória.
No final é tudo o que fica, é do que é feito a vida, como o fumo que se eleva em doces espirais e se dissipa no ar...
Não tenho medo do amanhã, nem do depois e depois...acompanhas-me?



