Ao Espelho...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Realidade


O confronto com a realidade foi rápido e quase indolor. Afinal muita coisa mudou...nada mudou...tudo mudou. Na verdade foi o prisma, a maneira como se observa a vida. É preciso primeiro sair e observar como se visse de fora. A distância é uma amiga nestes casos.
Começa agora uma nova fase, sinto-o. É ainda tão frágil e tão bom que até respirar ou pensar demais (outra vez) o pode partir, e isso causa um pouco de medo ou nervoso miudinho. Mesmo assim o mundo deu uma volta e voltou a entrar no eixo. Apenas eu mudei, mas tudo isso faz a diferença. Resta apenas alimentar e fazer com que cresça, como se de uma planta se tratasse. Com esforço é-se capaz de ultrapassar todos os testes e vencer as tempestades. Basta apenas abrir uma nesga e deixar o mundo entrar.

quarta-feira, setembro 14, 2005

Alucinações

Tão cobarde que não conseguia entregar-se, sim!, mergulhar de cabeça, enterrar-se de vez. Então era a solidão quem o acompanhava para onde quer que fosse.
Eram os velhos medos a falar...o medo de sentir falta do presente, acabando quase por não o viver. Quem és tu agora? Isto que esteve tanto tempo adormecido...onde estiveste todo este tempo? E o saber que o momento certo se aproxima e necessidade de se entregar e se fundir, ou morrer, é mais forte. A voz que povoa os sonhos ganha uma face, bela, e quando se apercebe já está preso nas malhas que ele póprio teceu e tentou fugir. "E para quê?" - Pensa agora. Se tudo é tão fugaz e tão curto. De que fugiu? Já não se lembra. Está na altura de se entregar a isto que nasce agora dentro do peito e cresce a cada dia. Sem medo, sem falsas presunções. Sem desdém. Com Amor.

terça-feira, setembro 13, 2005

Universo



"Quando alguém deseja muito alguma coisa, todo o Universo conspira para que se realize esse seu desejo"

O Alquimista

High tide, low tide

Naquela noite, em que se sentia mais perdido que nas outras, sentaram-se ambos no chão. O resto da multidão estava demasiado ocupada para notar o que estava a acontecer, cada um no seu pequeno mundo.
Ela deu mais um bafo no cigarro e pegou-lhe nas mãos: "Ninguém pode ficar demasiado tempo em maré alta. Nem muito tempo em maré baixa. A vida é feita de altos e baixos, e dá voltas..."
E assim é . Desta vez chorou. Agora sentia-se mais aliviado, a confiança regressou. Descobriu o sentido dessas palavras. A noite ganhou sentido.

quinta-feira, setembro 08, 2005

Sempre busquei a aventura. O desconhecido sorri-me e eu, sem medo, retribuo.
Sou um insaciável, é impossível estar muito tempo no mesmo sítio. Quero conhecer.Quero sempre mais. Lugares, mundos, culturas, pessoas...
Cada pessoa é um mundo que desconhecemos.Cada um uma pequena multidão. Várias vidas intrínsecadas num só corpo; tanto ainda por descobrir.